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SANTIDADE CRISTÃ - UMA VIDA SEPARADA PARA DEUS

SANTIDADE - UMA VIDA SEPARADA PARA DEUS 


"Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” Hebreus 12:14 

A santidade é fruto da graça de Deus, da obra de Cristo e da atuação do Espírito Santo na vida daqueles que foram salvos. (1Co 1:301Co 6:112Ts 2:13)


1. O significado bíblico da santidade

Santidade significa separação do pecado e consagração ao Senhor. Na Bíblia, algo santo é aquilo que foi separado para Deus e destinado à sua vontade e ao seu serviço (Ex 19:5-6Lv 20:7-81Pe 2:9).

Deus é a fonte e o padrão de toda santidade. Os serafins proclamam: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos” (Is 6:3). O apóstolo João também contemplou seres celestiais declarando continuamente a santidade divina (Ap 4:8).

Porque Deus é santo, Ele ordena que seu povo também viva em santidade: “Sede santos, porque eu sou santo” (Lv 11:44Lv 19:21Pe 1:15-16).

Santidade, portanto, não é apenas deixar certas práticas. É pertencer completamente a Deus, refletindo seu caráter em todas as áreas da vida (Rm 12:1-2Ef 4:22-24).


2. A santificação começa na conversão

Todo ser humano nasce sob o domínio do pecado e necessita da salvação, pois “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3:23Rm 5:12).

Nenhuma pessoa consegue alcançar a santidade por meio de seus próprios méritos ou boas obras (Is 64:6Ef 2:8-9Tt 3:5). A salvação acontece pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo (Jo 3:16At 16:31Rm 5:1).

Quando alguém se arrepende e crê em Cristo:

Paulo escreveu: “Mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus” (1Co 6:11).

A santidade não é o preço da salvação, mas uma consequência dela. Somos salvos pela graça para praticarmos as boas obras preparadas por Deus (Ef 2:8-10).


3. A santificação é uma obra contínua

A Bíblia apresenta a santificação como uma realidade recebida em Cristo e também como um processo diário de crescimento espiritual 1Co 1:22Co 3:18Fp 1:6).

A vontade de Deus é que seus filhos cresçam em santidade:

Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1Ts 4:3).

O crente deve abandonar as práticas da velha natureza e revestir-se do novo homem, criado segundo Deus em justiça e santidade (Ef 4:22-24Cl 3:8-10).

Esse processo inclui:

  1. Renunciar ao pecado (Rm 6:11-14).
  2. Renovar a mente pela Palavra (Rm 12:2Ef 4:23).
  3. Andar segundo o Espírito Santo (Gl 5:16,25).
  4. Crescer à semelhança de Cristo (Rm 8:292Co 3:18).
  5. Perseverar na fé até o fim (Mt 24:13Hb 10:36-39).

Deus opera no cristão tanto o desejo quanto a capacidade de obedecer, mas o crente também deve responder com temor, diligência e submissão (Fp 2:12-13; 2Pe 1:5-10).


4. A santidade começa no coração

Deus não olha apenas para a aparência; Ele examina o coração (1Sm 16:7Jr 17:10). Por isso, a verdadeira santidade começa no interior do ser humano.

Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida” (Pv 4:23).

Jesus ensinou que os maus pensamentos, adultérios, homicídios, furtos, cobiça, engano e orgulho procedem do coração (Mc 7:20-23). Ele também repreendeu os religiosos que mantinham boa aparência exterior, mas estavam interiormente contaminados (Mt 23:25-28).

Por isso, o crente deve pedir a Deus:

Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto” (Sl 51:10).

A pureza de coração é indispensável para a comunhão com Deus: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mt 5:8).


5. A santidade manifesta-se no exterioR

Embora comece no coração, a santidade produz mudanças perceptíveis na conduta. Jesus ensinou que a árvore é conhecida pelos seus frutos (Mt 7:16-20Mt 12:33).

A vida santificada alcança:

A aparência exterior não substitui a pureza interior, mas uma transformação genuína do coração produz uma conduta coerente com o Evangelho (Tt 2:7-8Tg 2:17-18).


6. Santidade não é legalismo

Legalismo é confiar em regras, tradições ou obras humanas como meio de alcançar a salvação ou conquistar o favor de Deus. A Escritura ensina que ninguém é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo (Gl 2:16Rm 3:28).

Entretanto, a graça não nos dá permissão para pecar. Paulo pergunta: “Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante?” E responde: “De modo nenhum” (Rm 6:1-2).

A graça que salva também nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas, vivendo de maneira sóbria, justa e piedosa (Tt 2:11-14).

Devemos evitar dois extremos:

A santidade bíblica nasce da fé que atua pelo amor e produz obediência (Gl 5:6Jo 14:15;1Jo 5:3).


7. A Palavra de Deus santifica

Jesus orou ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17:17).

A Palavra de Deus:

O salmista perguntou: “Como purificará o jovem o seu caminho?” A resposta é: “Observando-o conforme a tua palavra” (Sl 119:9).

Não basta conhecer as Escrituras. É necessário praticá-las, porque aquele que ouve e não obedece engana a si mesmo (Mt 7:24-27Tg 1:22-25).


8. O Espírito Santo opera a santificação

A santificação é realizada pelo Espírito Santo naqueles que creem (Rm 15:161Pe 1:22Ts 2:13).

O Espírito Santo:

Na doutrina pentecostal, reconhecemos a atualidade dos dons espirituais e buscamos a plenitude do Espírito Santo (At 2:1-4At 2:38-39Ef 5:18). Contudo, os dons não substituem o caráter cristão. A manifestação de dons sem amor perde seu valor espiritual (1Co 13:1-3).

O crente cheio do Espírito deve manifestar tanto poder para testemunhar quanto fruto em seu caráter (At 1:8Gl 5:22-25).


9. A luta do cristão contra o pecado

Depois da conversão, o cristão ainda enfrenta a influência do mundo, os desejos da carne e as tentações do diabo (Gl 5:16-17Ef 6:11-121Jo 2:15-17).

A Bíblia ensina que devemos:

Deus não permite que sejamos tentados além do que podemos suportar. Juntamente com a tentação, Ele providencia um meio de escape (1Co 10:13).

Por isso, o crente não deve brincar com o pecado nem confiar excessivamente em si mesmo: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia” (1Co 10:12).


10. Quando o cristão peca

Santidade não significa ausência absoluta de tropeços. Tiago reconhece que “todos tropeçamos em muitas coisas” (Tg 3:2). Entretanto, o verdadeiro cristão não transforma o pecado em seu modo habitual de viver (Rm 6:12-141Jo 3:6-10).

Quando pecamos, temos um Advogado junto ao Pai: Jesus Cristo, o Justo (1Jo 2:1-2). A promessa bíblica é:

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:9).

Diante do pecado, devemos:

  1. Reconhecer nossa culpa (Sl 32:5Sl 51:3).
  2. Confessar o pecado ao Senhor (Pv 28:131Jo 1:9).
  3. Arrepender-nos sinceramente (At 3:192Co 7:10).
  4. Abandonar a prática pecaminosa (Is 55:7Pv 28:13).
  5. Reparar o dano, quando possível (Lc 19:8Mt 5:23-24).
  6. Confiar no perdão e na restauração de Deus (Sl 51:12Mq 7:18-19).

O remorso apenas lamenta as consequências do pecado. O arrependimento segundo Deus produz mudança de vida e salvação (Mt 27:3-52Co 7:9-10).


11. Santidade e amor ao próximo

A santidade verdadeira não produz orgulho ou desprezo. Ela se manifesta em amor, humildade, misericórdia e serviço (Mq 6:8Jo 13:34-35).

Paulo ensina que os santos devem revestir-se de misericórdia, benignidade, humildade, mansidão, paciência, perdão e amor (Cl 3:12-14).

Aquele que afirma amar a Deus, mas odeia seu irmão, contradiz sua própria profissão de fé (1Jo 4:20-21). Da mesma maneira, uma religião que não cuida dos necessitados e não conserva o crente incontaminado do mundo é vazia (Tg 1:27Tg 2:14-17).

Santidade sem amor transforma-se em religiosidade. Amor sem verdade torna-se permissividade. O cristão deve seguir a verdade em amor (Ef 4:15), lembrando que Jesus é cheio de graça e de verdade (Jo 1:14).


12. Santidade e comunhão com a igreja

Deus não planejou que o cristão vivesse isolado. A perseverança na doutrina, na comunhão, no partir do pão e nas orações fazia parte da vida da igreja primitiva (At 2:42).

A comunhão da igreja contribui para a santificação porque nela recebemos:

Não devemos abandonar a congregação, mas incentivar uns aos outros, especialmente porque o Dia do Senhor se aproxima (Hb 10:25).


13. Santidade e a volta de Jesus

A esperança da volta de Cristo deve produzir vigilância e pureza. João afirma:

E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (1Jo 3:3).

Jesus comparou sua volta à chegada inesperada de um senhor e ordenou que seus discípulos permanecessem vigilantes (Mt 24:42-44). Na parábola das dez virgens, Ele também ensinou a necessidade de preparação espiritual (Mt 25:1-13).

A igreja aguarda Cristo como uma noiva preparada para seu esposo (Ef 5:25-27Ap 19:7-8). Por isso, deve conservar-se fiel, rejeitar o mundanismo e perseverar na fé (Tg 4:41Jo 2:15-17Ap 2:10).

Pedro pergunta que tipo de pessoas devemos ser diante da futura vinda do Senhor e responde: pessoas que vivem “em santo trato e piedade” (2Pe 3:11-14).


14. Como ter uma vida de santidade

A santidade deve ser cultivada diariamente. Algumas práticas bíblicas são:

  1. Consagrar diariamente a vida a Deus (Rm 12:1-2).
  2. Ler, meditar e obedecer à Palavra (Js 1:8Sl 1:1-3).
  3. Manter uma vida constante de oração (Lc 18:11Ts 5:17).
  4. Buscar a plenitude do Espírito Santo (Lc 11:13Ef 5:18).
  5. Examinar o próprio coração (Sl 139:23-242Co 13:5).
  6. Evitar as ocasiões de pecado (Pv 4:14-15Rm 13:14).
  7. Participar da comunhão da igreja (At 2:42Hb 10:25).
  8. Receber correção com humildade (Pv 12:1Pv 15:31-32).
  9. Confessar prontamente os pecados (Pv 28:13;1Jo 1:9).
  10. Praticar o amor e o perdão (Ef 4:321Pe 4:8).
  11. Servir a Deus e ao próximo (Gl 5:131Pe 4:10).
  12. Viver aguardando a volta de Cristo (Tt 2:12-131Jo 3:2-3).


Conclusão

A santidade é o propósito de Deus para todos os seus filhos (1Ts 4:3,7). Ela não é alcançada por mérito humano, mas começa com a obra salvadora de Cristo e prossegue pela atuação do Espírito Santo (1Co 6:112Ts 2:13).

Somos chamados a cooperar com essa obra, abandonando o pecado, obedecendo à Palavra e apresentando nossa vida ao Senhor (Rm 6:12-13Rm 12:1-2Fp 2:12-13).

Deus não nos chamou para uma santidade apenas aparente, mas para uma transformação completa do coração e da conduta (Mt 23:25-28Ef 4:22-24). O objetivo é que Cristo seja visto em nós (Gl 2:20Gl 4:19).

E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará” (1Ts 5:23-24).


Perguntas para reflexão

  1. Em quais áreas da minha vida ainda preciso crescer em santidade? (Sl 139:23-24)
  2. Meus pensamentos, palavras e atitudes glorificam a Deus? (1Co 10:31Cl 3:17)
  3. Tenho usado a graça para vencer o pecado ou para justificá-lo? (Rm 6:1-2Tt 2:11-12)
  4. Minha vida demonstra o fruto do Espírito Santo? (Gl 5:22-23)
  5. Estou preparado para a volta de Jesus? (Mt 24:42-441Jo 3:3)


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